Presidente: Luís Antônio Ribeiro

 

Vice-presidente Administrativo: Paulo Roberto Barck

Vice-presidente Cívico-Cultural: Magali Cristina Granata Mandelli

Vice-presidente de Esportes: Rodrigo Hamilton dos Santos

Vice-presidente de Finanças: Tassiro Astrogildo Fracasso

Vice-presidente de Patrimônio: João Moreira de Bem

Vice-presidente Jurídico: Jairo Hamilton dos Santos

Vice-presidente Social: Karen Cristina Patikowski Baptista

 

Primeiro Secretário: Mauricio Francisco Miszewski

Segundo Secretário: Alfredo Brandalise

 

Diretores Jurídicos: Cristiano Peruzzo, Rodrigo Hamilton dos Santos e Oswaldo da Rocha Lacerda

 

Diretorias Diversas:

Diretoria de Juventude: Giovani de Oliveira

 

 

A história do Lindóia Tênis Clube iniciou-se quando os primeiros moradores do loteamento Jardim Lindóia percebam a necessidade de ter um espaço onde pudessem reunir as famílias para confraternizar. Até então, os encontros aconteciam embaixo de uma figueira ou no armazém do Romeu, como recordam alguns dos fundadores. Numa dessas ocasiões, surgiu a ideia de criar um clube, concretizada com a fundação do Lindóia T.C., em 10 de novembro de 1955. A construção das dependências começou aos poucos e contou com a participação ativa da comunidade, que arrecadou verbas e auxiliou diretamente nas obras.

 

Para voltar ao começo dessa trajetória de 56 anos, é preciso relembrar o surgimento do loteamento. No final da década de 1940, Porto Alegre expandia-se para o Norte, acompanhando o processo de industrialização dos municípios de Gravataí, Canoas e Viamão. Consciente do potencial da zona Norte, o corretor de imóveis Arno Friedrich comprou uma área de 77 hectares para construir um bairro residencial, com 1,5 mil terrenos e excelente infraestrutura. Em 1948, Arno associou-se a Armando Michelsen e Henrique Hunte e, com eles, criou uma construtora continental, que mais tarde passou a se chamar Construtora Lindóia.

 

A partir de 1951, iniciou-se a comercialização dos lotes. A venda foi rápida devido às facilidades de crédito oferecidas pelo empreendimento. Porém, havia rígidos critérios na ocupação do loteamento: só poderiam ser construídas casas de alvenaria. É que na visão de Arno e Armando, indústrias, comércio e escolas desfigurariam o ambiente residencial proposto no projeto. Eram prioridades de investimento praças, calçamento e arborização da região. Na década de 1960, já era visível o desenvolvimento do Jardim Lindóia.

 

Arno Friedrich e a esposa, Gládis, sugeriram o nome do bairro. A inspiração veio depois de uma viagem a São Paulo. Eles visitaram o balneário de águas termais Águas de Lindóia e chegaram a Porto Alegre com essa sugestão, que prontamente foi aceita pelos sócios. Segundo a lenda, Lindóia era o nome de uma índia bela e guerreira. Essa história foi relatada pelo escritor Basílio da Gama em um dos seus mais conhecidos poemas, "A morte de Lindóia".

 

A morte de Lindóia

 

Um frio susto corre pelas veias

De Caitutu que deixa os seus no campo;

E a irmã por entre as sombras do arvoredo

Busca com a vista, e treme de encontrá-la.

Entram enfim na mais remota, e interna

Parte de antigo bosque, escuro e negro,

Onde, ao pé duma lapa cavernosa,

Cobre uma rouca fonte, que murmura,

Curva latada e jasmins e rosas.

Este lugar delicioso e triste,

Cansada de viver, tinha escolhido

Para morrer a mísera Lindóia.

Lá reclinada, como que dormia,

Na branda relva e nas mimosas flores,

Tinha a face na mão e a mão no tronco

Dum fúnebre cipreste, que espalhava

Melancólica sombra. Mais de perto

Descobrem que se enrola no seu corpo

Verde serpente, e lhe passeia e cinge

Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.

Fogem de a ver assim sobressaltados

E param cheios de temor ao longe;

E nem se atrevem a chamá-la e temem

Que desperte assustada e irrite o monstro,

E fuja, e apresse no fugir a morte.

Porém o destro Caitutu, que treme

Do perigo da irmã, sem mais demora

Dobrou as pontas do arco, e quis três vezes

Soltar o tiro, e vacilou três vezes

Entre a ira e o temor. Enfim sacode

O arco e faz voar a aguda seta,

Que toca o peito de Lindóia e fere

A serpente na testa, e a boca e os dentes

Deixou cravados no vizinho tronco.

Açoita o campo com a ligeira cauda

O irado monstro, e em tortuosos giros

Se enrosca no cipreste, e verte envolto

Em negro sangue o lívido veneno.

Leva nos braços a infeliz Lindóia

O desgraçado irmão, que ao despertá-la

Conhece, com que dor! no frio rosto

Os sinais do veneno, e vê ferido

Pelo dente sutil o brando peito.

Os olhos, em que Amor reinava, um dia,

Cheios de morte; e muda aquela língua,

Que ao surdo vento e aos ecos tantas vezes

Contou a larga história de seus males.

Nos olhos Caitutu não sofre o pranto,

E rompe em profundíssimos suspiros,

Lendo na testa da fronteira gruta

De sua mão já trêmula gravado

O alheio crime, e a voluntária morte.

E por todas as partes repetido

O suspirado nome de Cacambo.

Inda conserva o pálido semblante

Um não sei quê de magoado, e triste,

Que os corações mais duros enternece.

Tanto era bela no seu rosto a morte!

 

Fonte: Portal São Francisco 

 

Presidentes dos Conselhos
Conselho Consultivo: Plínio Weber
Conselho Deliberativo: Ilo Vile Coutinho
Conselho de Planos e Construções: Dorocy João Pereira
Conselho Fiscal e de Finanças: Gerson Paulo Maieski
Conselho de Justiça: Reinaldo José Peruzzo Júnior

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